O Fundo Terra Viva de Private Equity e Venture Capital, que tem como cotistas o BNDES, PETROS, PREVI, BANESPREV, FACHESF, FUNCEF E FINEP, adquiriu 32% da Paraíso Bioenergia s/a de Brotas. Esse Fundo é o mesmo que entrou com 17% na Tonon Bioenergia em fevereiro de 2010.A partir de agora a Tonon e a Paraíso passam a trabalhar juntas em diversas áreas como aquisição de insumos, planejamento da lavoura, compartilhamento de máquinas agrícolas, estocagem, e diversas outras áreas que possam trazer sinergias e ganhos para as duas empresas. A usina Santa Candida do Grupo Tonon está a 40 kms da usina Paraíso em Brotas.
Humberto Casagrande(foto),Gerente Geral do Fundo Terra Viva - declarou ao jornal Valor de hoje, que até o final do ano o Terra Viva pretende fechar mais dois negócios na cadeia sucroalcooleira. A idéia do Fundo é promover a formação de um pool de empresas com capacidade de moagem de 15 a 20 milhões de toneladas de cana por ano.
O presidente da Tonon Bioenergia, Josmar Verillo, declarou que esse é um passo importante para a região, e que vai fortalecer um grupo de empresas que serão uma alternativa a grandes conglomerados do setor.
Verillo acrescentou que a Tonon estará lançando nos próximos dias um programa amplo de relacionamento com os fornecedores de cana, que vai proporcionar diversos tipos de assistência aos produtores, e que possivelmente esse programa já seja feito conjuntamente. Esse apoio vai desde assistência financeira, como técnica para melhoria da produtividade dos canaviais, sistematização para a colheita mecanizada, sistema de informações de produção, qualidade, e custos dentre outros. O produtor vai ter um espaço dentro da usina e vai poder acessar dados a qualquer momento do dia ou da noite. O produtor vai receber informação da programação de corte de sua cana, a apuração de valores e todos os laudos e dados sobre a mesma.
Os próximos dois anos promete ser de bons resultados para a industria sucroenergética, pois os preços do açúcar tem batido recordes na bolsa de Nova York, e os preços do etanol na porta da usina tem se sustentado a níveis superiores aos do ano passado. Por outro lado, a seca e a falta de tratos dos últimos anos deve provocar uma diminuição no volume de cana produzida no Estado de São Paulo.
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