quinta-feira, 7 de março de 2013

A Santa Casa é nossa, do povo!!!

 Hospital modelo, Santa Casa de Ribeirão Bonito superou grandes dificuldades graças a pessoas abnegadas e extremamente honestas.
  Santa Casa de Ribeirão Bonito
 
 Sergio Ronco

Vamos voltar um pouco no tempo e relembrar a história de conquista da população de Ribeirão Bonito ao abraçar a “causa Santa Casa”.

Com dívidas tidas como impagáveis, devendo a fornecedores, impostos, funcionários em atraso, estrutura física em ruínas, vigilância sanitária pressionando por reformas e adequações, a entidade corria sério risco de fechar suas portas e deixar a cidade sem atendimento. Por muito tempo os filhos de Ribeirão Bonito passaram a nascer na cidade de Dourado, porque as  parturientes se socorriam de sua Santa Casa para fazer o parto, passando a constar na certidão do nascituro como local de nascimento a cidade vizinha de Dourado. Outros tantos, nasceram em São Carlos.

À época, membros da Santa Casa de Ribeirão Bonito solicitaram a ajuda da AMARRIBO para que o pior não acontecesse, o encerramento dos trabalhos no município.

Formou-se uma comissão para estudar o assunto e em várias reuniões realizadas com lideranças da cidade, chegou-se à decisão que a solução primeira era eleger uma nova diretoria com total apoio de integrantes da ONG da cidade.

Dois abnegados cidadãos se candidataram aos cargos de comando da Santa Casa: José Batistini e Toninho Galhardo. Demais membros da diretora, todos muito respeitados na cidade. O jurista José Chizzotti e seu colega Serrano passaram a responder voluntariamente pelas pendências judiciais da entidade, que não eram poucas. Funcionários se engajaram de corpo e alma no projeto de reerguer o único hospital da cidade.
Com a ajuda importante da população de empresários, e alguns políticos da cidade, aos poucos a entidade foi resgatando a confiança perdida e sanando suas pendências. O Governo Federal foi de suma importância, repassando verbas significativas, bem como a participação do Governo Estadual na pessoa do então Secretário da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata, que esteve pessoalmente visitando as instalações da entidade.
A DIR de Araraquara passou a olhar para a Santa Casa de Ribeirão Bonito como um exemplo a ser seguido por outras cidades do interior e de sua região. A contratação de profissionais médicos com responsabilidade e experiência, foi fundamental para alcançar os objetivos traçados.

As dificuldades que se apresentavam ao longo do tempo eram resolvidas com muita competência por todos.
Outros provedores e diretores foram se revezando, sempre com os mesmos objetivos, lutar pela Santa Casa local, como foi o caso do senhor Carlé, Moacyr Nunes, Nenê Forte até chegar aos dias atuais, com Domingos Locatelli, o Birela, sob a direção de José Paulo Lucato. A doação do tempo de cada um desses voluntários foi e está sendo primordial para a saúde da entidade.
É preciso que esse trabalho continue! O que faz as pessoas contribuírem e ajudarem, tem ligação direta com os ocupantes de cargos de chefia da Santa Casa. Ninguém em sã consciência ajuda qualquer que seja a entidade, se os diretores não tiverem caráter, honestidade, probidade, decoro, decência, transparência, pureza e virtude.

Se hoje, a entidade consegue equilibrar suas contas, com sacrifícios, é por conta da união de forças e a confiança em seus comandantes.

É preciso passar o bastão na hora certa e para pessoas certas. Não podemos errar, caso contrário, poderemos estar malfadados ao insucesso.

A saúde é uma das pilastras mestre de uma sociedade que depende de um bom atendimento. Que a triste história do passado não retorne jamais. A saúde é um direito de todo os cidadãos, mas compete a cada um de nós garantirmos esse direito.

8 comentários:

arnaldo davoglio disse...

"A bom entendedor, poucas palavras bastam."

Ines Camilo disse...

Em time que está dando certo NÂO SE MEXE! viu Birela ?

Rosilda disse...

Tudo tem sido objeto de cuidado, esmero e trabalho árduo. Esperamos que continue assim. com pessoas engajadas, criteriosas e honestas, mantendo a referencia de saúde na região.

Arlete disse...

Melhor situação apresentada no seu texto, é impossível. Concordo plenamente com ele.

Dudu Verillo disse...



“Ronco, além de concordar plenamente com o que foi exposto em termos cuidados para com o futuro, principalmente para que não voltemos à situação do passado; reforço a necessidade de buscarmos pessoas com vontade de servir à causa. A escolha deve obter o consenso da população sem dúvida alguma, e com a aprovação do Conselho.

Não podemos desmerecer o trabalho feito pelos antecessores, que não foi fácil. Acompanhamos a luta na busca de recursos para chegarmos ao patamar de hoje, uma das melhores Santa Casa da Região”.

arnaldo davoglio disse...

A Santa Casa deveria ser transformda em "UPA" e, doravante, atender as pessoas de Dourado, Boa Esperança e trabiju?

Com o redicionamento dos recursos, todos sairiam ganhando?

A ampliação traria benefícios a todos?

Por que Hospitais em Dourado , Boa Esperança e Trabiju? A nova "UPA", além de otimizar os recursos, não seria mais benéfica e eficaz?



arnaldo davoglio disse...

As Unidades de Pronto Atendimento - UPA 24h são estruturas de complexidade intermediária entre as Unidades Básicas de Saúde e as portas de urgência hospitalares, onde em conjunto com estas compõe uma rede organizada de Atenção às Urgências. São integrantes do componente pré-hospitalar fixo e devem ser implantadas em locais/unidades estratégicos para a configuração das redes de atenção à urgência, com acolhimento e classificação de risco em todas as unidades, em conformidade com a Política Nacional de Atenção às Urgências. A estratégia de atendimento está diretamente relacionada ao trabalho do Serviço Móvel de Urgência – SAMU que organiza o fluxo de atendimento e encaminha o paciente ao serviço de saúde adequado à situação.

Anônimo disse...

UPA Porte I - tem de 5 a 8 leitos de observação. População na área de abrangência de 50 mil à 100 mil habitantes.
UPA Porte II. 9 à 12 leitos de observação. População na àrea de abrangencia de 100 mil à 200 mil habitantes.
UPA Porte III, 13 à 20 leitos de observação. População na àrea de abrangência de 200 mil à 300 mil habitantes.
Portanto, não dá para se instalar UPA em área de menos de 50 mil habitantes.
Frederico Alfredo Verona