Hospital modelo, Santa Casa de Ribeirão Bonito superou grandes dificuldades graças a pessoas abnegadas e extremamente honestas.
Santa Casa de Ribeirão Bonito
Sergio Ronco
Vamos voltar um pouco no tempo e relembrar a
história de conquista da população de Ribeirão Bonito ao abraçar a “causa Santa
Casa”.
Com dívidas tidas como impagáveis, devendo a
fornecedores, impostos, funcionários em atraso, estrutura física em ruínas,
vigilância sanitária pressionando por reformas e adequações, a entidade corria
sério risco de fechar suas portas e deixar a cidade sem atendimento. Por muito tempo os filhos de
Ribeirão Bonito passaram a nascer na cidade de Dourado, porque as
parturientes se socorriam de sua Santa Casa para fazer o parto, passando a
constar na certidão do nascituro como local de nascimento a cidade vizinha de Dourado. Outros tantos, nasceram em São Carlos.
À época, membros da Santa Casa de Ribeirão Bonito solicitaram a ajuda da
AMARRIBO para que o pior não acontecesse, o encerramento dos trabalhos no
município.
Formou-se uma comissão para estudar o assunto e em várias
reuniões realizadas com lideranças da cidade, chegou-se à decisão que a solução
primeira era eleger uma nova diretoria com total apoio de integrantes da ONG da
cidade.
Dois abnegados cidadãos se candidataram aos cargos de
comando da Santa Casa: José Batistini e Toninho Galhardo. Demais membros da
diretora, todos muito respeitados na cidade. O jurista José Chizzotti e seu colega Serrano passaram a
responder voluntariamente pelas pendências judiciais da entidade, que não eram
poucas. Funcionários se engajaram de corpo e alma no projeto de reerguer o único
hospital da cidade.
Com a ajuda importante da população de empresários, e alguns
políticos da cidade, aos poucos a entidade foi resgatando a confiança perdida e
sanando suas pendências. O Governo Federal foi de suma importância, repassando
verbas significativas, bem como a participação do Governo Estadual na pessoa do
então Secretário da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata, que esteve pessoalmente
visitando as instalações da entidade.
A DIR de Araraquara passou a olhar para a Santa Casa de
Ribeirão Bonito como um exemplo a ser seguido por outras cidades do interior e
de sua região. A contratação de profissionais médicos com responsabilidade e
experiência, foi fundamental para alcançar os objetivos traçados.
As dificuldades que se apresentavam ao longo do tempo eram
resolvidas com muita competência por todos.
Outros provedores e diretores foram se revezando, sempre com
os mesmos objetivos, lutar pela Santa Casa local, como foi o caso do senhor
Carlé, Moacyr Nunes, Nenê Forte até chegar aos dias atuais, com Domingos
Locatelli, o Birela, sob a direção de José Paulo Lucato. A doação do tempo de cada um desses voluntários foi e está
sendo primordial para a saúde da entidade.
É preciso que esse trabalho continue! O que faz as pessoas
contribuírem e ajudarem, tem ligação direta com os ocupantes de cargos de chefia
da Santa Casa. Ninguém em sã consciência ajuda qualquer que seja a entidade, se
os diretores não tiverem caráter, honestidade, probidade, decoro, decência, transparência,
pureza e virtude.
Se hoje, a entidade consegue equilibrar suas contas, com
sacrifícios, é por conta da união de forças e a confiança em seus comandantes.
É preciso passar o bastão na hora certa e para pessoas
certas. Não podemos errar, caso contrário, poderemos estar malfadados ao
insucesso.
A saúde é uma das pilastras mestre de uma sociedade
que depende de um bom atendimento. Que a triste história do passado não retorne
jamais. A saúde é um
direito de todo os cidadãos, mas compete a cada um de nós garantirmos esse
direito.
8 comentários:
"A bom entendedor, poucas palavras bastam."
Em time que está dando certo NÂO SE MEXE! viu Birela ?
Tudo tem sido objeto de cuidado, esmero e trabalho árduo. Esperamos que continue assim. com pessoas engajadas, criteriosas e honestas, mantendo a referencia de saúde na região.
Melhor situação apresentada no seu texto, é impossível. Concordo plenamente com ele.
“Ronco, além de concordar plenamente com o que foi exposto em termos cuidados para com o futuro, principalmente para que não voltemos à situação do passado; reforço a necessidade de buscarmos pessoas com vontade de servir à causa. A escolha deve obter o consenso da população sem dúvida alguma, e com a aprovação do Conselho.
Não podemos desmerecer o trabalho feito pelos antecessores, que não foi fácil. Acompanhamos a luta na busca de recursos para chegarmos ao patamar de hoje, uma das melhores Santa Casa da Região”.
A Santa Casa deveria ser transformda em "UPA" e, doravante, atender as pessoas de Dourado, Boa Esperança e trabiju?
Com o redicionamento dos recursos, todos sairiam ganhando?
A ampliação traria benefícios a todos?
Por que Hospitais em Dourado , Boa Esperança e Trabiju? A nova "UPA", além de otimizar os recursos, não seria mais benéfica e eficaz?
As Unidades de Pronto Atendimento - UPA 24h são estruturas de complexidade intermediária entre as Unidades Básicas de Saúde e as portas de urgência hospitalares, onde em conjunto com estas compõe uma rede organizada de Atenção às Urgências. São integrantes do componente pré-hospitalar fixo e devem ser implantadas em locais/unidades estratégicos para a configuração das redes de atenção à urgência, com acolhimento e classificação de risco em todas as unidades, em conformidade com a Política Nacional de Atenção às Urgências. A estratégia de atendimento está diretamente relacionada ao trabalho do Serviço Móvel de Urgência – SAMU que organiza o fluxo de atendimento e encaminha o paciente ao serviço de saúde adequado à situação.
UPA Porte I - tem de 5 a 8 leitos de observação. População na área de abrangência de 50 mil à 100 mil habitantes.
UPA Porte II. 9 à 12 leitos de observação. População na àrea de abrangencia de 100 mil à 200 mil habitantes.
UPA Porte III, 13 à 20 leitos de observação. População na àrea de abrangência de 200 mil à 300 mil habitantes.
Portanto, não dá para se instalar UPA em área de menos de 50 mil habitantes.
Frederico Alfredo Verona
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