A ONG Amigos Associados de Analândia (SP) entrou com uma ação popular
na Justiça por suspeita de improbidade administrativa. No documento a
ONG informa que em fevereiro deste ano a Prefeitura recebeu licença de
operação e investiu R$ 160 mil na construção do aterro sanitário, mas
continua pagando pelo transporte do lixo até Guatapará, a mais de 100
quilômetros do local.
Segundo o site Transparência, do Tribunal de Contas do Estado (TCE),
nos oitos primeiros meses do ano foram pagos R$ 43 mil por esse serviço.
“O dinheiro público está sendo desperdiçado porque todo dia o lixo está
sendo levado para a outra cidade”, disse Vanderelei Vivaldini Junior,
vice-presidente da ONG.
Na semana passada, o vereador Rodrigo Balerini presenciou funcionários
retirando as cercas ao redor da vala que havia sido coberta. O vereador
registrou um boletim de ocorrência na polícia. A reportagem esteve no
local nesta segunda-feira (12) e registrou que a manta impermeável que
protege o solo contra contaminação foi retirada.“Eles fizeram isso
justamente porque a manta não tem função. Ali dentro não tem lixo, então
não tem motivos para ela estar aí”, ressaltou Balerini.
A Prefeitura confirma que o aterro não foi utilizado e que apenas
entulho foi descartado na área. O supervisor do Departamento de Água e
Esgoto, José Batista Marinho, explicou que apesar de receber da Cetesb a
licença de operação, a cidade não tinha local para armazenar o chorume.
O custo do transporte mensal é menor do que a manutenção do próprio
aterro.Depois de uma vistoria em setembro, a Cetesb determinou que o
local fosse desativado.
Prefeitura de Analândia confirma que o aterro sanitário não foi utilizado (Foto: Marlon Tavoni / EPTV)
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