sábado, 2 de junho de 2012

Em 2011, só 256 pessoas foram condenadas no Brasil pela prática de improbidade administrativa

Pesquisa feita pelo Conselho Nacional de Justiça revela que a aplicação da Lei de Improbidade Administrativa (8.429), em vigor há 20 anos, tem produzido um número de punições incompatível com a quantidade de escândalos. No ano passado, apenas 256 gestores públicos sofreram condenações judiciais definitivas.

Deve-se à Justiça estadual a grossa maioria das poucas condenações: 251 das 256. Significa dizer que apenas cinco casos foram julgados em termos definitivos nos tribunais federais. O STJ (Superior Tribunal de Justiça) julgou um mísero caso.

Sediado em São Paulo, o TRF-3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região), que tem jurisdição também sobre o Mato Grosso do Sul, julgou escassos quatro processos. Há no país outros quatro tribunais regionais. Segundo o CNJ, nenhum deles produziu, em 2011, uma senteça definitiva por crimes de improbidade. Inacreditável. É como se um surto de probidade se abatesse sobre o DF e os outros 24 Estados.

O banco de dados do CNJ é abastecido por informações enviadas pelos próprios tribunais –os estaduais e os federais. Somando-se os números disponíveis em dezembro, havia no final do ano passado 18.261 processos por improbidade à espera de julgamento –4.150 dormiam nos escaninhos da Justiça Federal; 14.011 jaziam nas prateleiras dos tribunais estaduais.
Os dados da pesquisa foram esmiuçados durante o Seminário Nacional de Probidade Administrativa, encerrado nesta sexta (1o). A propósito do aniversário de duas décadas da Lei de Improbidade, fez-se no evento um balanço dos resultados obtidos. Responsável pela apresentação dos números, Gilberto Martins Valente, conselheiro do CNJ, concluiu que o cenário é desalentador.
Fonte: Blog do Josias

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