E lá se foi morar no céu o amigo Peppo! Vou sentir saudades de
suas broncas, de suas exigências pontuais: O café da manhã mais quente, a água
mais gelada, o jornal Estadão que estava atrasado a chegar, a cadeira que
deveria ser mais confortável
Indagávamos.......Cadê o Peppo? Por que ainda não veio????
Pois então, nos acostumamos tanto ao seu “JEITÃO” que sua ausência nos fazia muita falta.
Lia o Estadão e não gostava de ser incomodado na leitura.
Ah...o jornal não era dele....mas não gostava de folha-lo se outra pessoa já tivesse feito isso antes. Era motivo de muita
risada nossa.
A visita pontual se dava na Casa do Fazendeiro. O horário de sempre, pela manhã! Estacionava sua
camionete 1900 e antigamente, na frente da loja, em local privilegiado, na porta! E ainda
ficava bravo quando algum cliente utilizava sua vaga antes de sua chegada.
Chegando já perguntava de cada um de nós: Cadê a
magrela(Ariane) o vermelho(Everton) o patrão e a Lú.
Peppo, onde vc vai hoje? A resposta era certa: “Na Estela”!!!!
Estela e Guilherme eram considerados membros da família.
Algumas idas a São Paulo e logo o Peppo estava de volta para nossa alegria. As
mais longas ausências se davam quando programava ida aos EUA. Confesso que
faltava alguém no dia-a-dia. Era o Peppo!!!
O tempo passa, muitas alegrias e tristezas. Essa é uma
delas. A perda de um amigo nos deixa mais calejados. Um dia, quem sabe, transformar essa
perda que nos marca profundamente em saudade e maturidade.
Até um dia Peppo!!!

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