quarta-feira, 20 de junho de 2018

Vereadora Claudia Batista apresenta uma emenda a um projeto que poderá solucionar situação da empresa Fioreta, em Dourado.

Cidadãos presentes à sessão que discutiu o assunto "Fioreta"

Na noite desta quarta(20) a câmara de Dourado se reuniu em edição ordinária e entre os assuntos do dia estava na pauta mais uma vez, o "Caso Fioreta". Desta feita, o plenário Edson Justi esteve lotado com funcionários da empresa, familiares e muitos moradores que acompanham o desenrolar de um processo que poderá culminar com o fechamento da empresa em Dourado, caso não haja um acordo que obrigatoriamente passa pelo aval dos parlamentares douradenses.

A vereadora Claudia Batista que sempre foi pela permanência da Fioreta na cidade, apresentou uma emenda ao projeto já apresentado ao legislativo, onde no texto  prevê a diminuição do número de funcionários para 20, e não mais o acordado no passado entre prefeitura e Fioreta, objeto de demanda judicial. Tal emenda diz que a empresa Fioreta devolveria ao município uma área de 10 mil metros quadrados, em troca da continuidade dos trabalhos da Fioreta na cidade.

Após a leitura, o presidente Braz Desejacomo disse que enviará às comissões para analise e posterior votação do projeto em data ainda não agendada. Vale lembrar que a câmara teve sua última sessão nesta quarta-feira e, a partir de então, estará em recesso.

Sessão Polêmica

A sessão teve a participação com comentários e perguntas da população, apesar do regimento não prever tal situação. O presidente Braz Desejacomo deixou que as pessoas presentes pudessem se manisfestar livremente, como foi o caso de um cidadão que adentrou ao local reservado apenas para os parlamentares e em alto tom disse: "Aqui(apontando para o público presente) não tem político. Tem trabalhador que precisa levar o arroz e feijão para casa, e eles dependem de vocês vereadores".
















Cidadão expõe seu ponto de vista aos vereadores

A Polícia Militar esteve presente com três militares que acompanharam os trabalhos sem que houvesse qualquer incidente.

Um abaixo assinado foi entregue ao presidente da câmara que apresentou aos presentes um calhamaço de papel, com possíveis assinaturas, dizendo se tratar de apoio pela permanência da Fioreta na cidade. O vereador Danilo Inocente pediu a palavra para registrar que se tratavam de 850 assinaturas, apoiando a empresa Fioreta.
Plenário Edson Justi

Um momento tenso foi quando o vereador conhecido por Cabo Rogante, deixou a entender que não estava convicto da  legalidade da aprovação do projeto. Houve discussão acalorada nesse momento.

Por livre e espontânea vontade o vereador Marcelo Alcaide disse que se depender dele como vereador, estará a favor dos trabalhadores da Fioreta. Nesse momento o presidente Braz foi questionado por um cidadão que estava no plenário que perguntou se ele Braz, votaria a favor. Braz respondeu: "Se Deus quiser".

A todo momento os presentes se manifestavam, ora com palmas, ora questionando os vereadores e até vaias, quando não gostavam de certos comentários. Uma faixa ficou exposta todo o tempo com os dizeres: "Nós funcionários, imploramos para os vereadores votarem a favor da Fioreta permanecer em Dourado! 

Uma outra faixa colocada no caminhão da empresa e que ficou parado próximo à câmara, dizia: " Juninho Rogante pare de perseguir nossas famílias". 

A advogada e ex-vereadora Tania Ortiz foi convidada pelo presidente Braz a apresentar o seu parecer quanto a legalidade da aprovação do projeto que tramita na câmara e a função real dos vereadores. Na realidade, há um temor por parte de alguns parlamentares da responsabilidade na aprovação de tal projeto e posterior complicações pessoais. Braz Desejacomo disse a este jornalista, que agendou um audiência com a promotora da comarca para uma consulta.
Vereador Danilo Rafael Inocente fez questão de divulgar o abaixo assinado com 850 assinaturas a favor da empresa Fioreta

Ao final da sessão, até mesmo o vereador Cabo Rogante deixou claro que com a emenda apresentada pela vereadora Claudia, abre uma discussão que poderá ser positiva para a Fioreta. 

Em tempo: O Blog do ronco recebeu via zap, um comentário da advogada Fulvia, que representa a câmara de Dourado:

"Acerca da reportagem "Vereadora Claudia Batista apresenta uma emenda a um projeto que poderá solucionar situação da empresa Fioreta, em Dourado", especialmente neste trecho "A advogada e ex-vereadora Tania Ortiz foi convidada pelo presidente Braz a apresentar o seu parecer quanto a legalidade da aprovação do projeto que tramita na câmara e a função real dos vereadores", gostaria de esclarecer que a Dra. Tania solicitou o uso da Tribuna Livre para apresentar o parecer que ela elaborou a pedido da ACIND, de forma que o parecer apresentado não foi solicitado pela Câmara Municipal de Dourado ou por qualquer vereador".

3 comentários:

Sônia Borges disse...

Eu gostaria de ver a sessão cheia sempre!! Foram votadas mudanças importantes na lei orgânica na primeira gestão do Juninho que tinha eu e outras meia dúzia de pessoas que dá a ele o direito de ser o despóta que é hoje!!! Quem sabe se a população tivesse pressionado ou fiscalizado os vereadores desde o começo muita coisa ruim não tinha sido evitada, até transmitir a sessão pelo rádio a Câmara se nega porque a maioria dos vereadores apoiam o prefeito e não é do interesse deles que a população ouça os absurdos que acontece. Como o prefeito não responder requerimento e mudar leis. ��
Mas as pessoas só reagem quando afetadas individualmente, enquanto não pensarmos no coletivo, os coronéis sempre vencerão!!!

Emilio Minutti disse...

As perguntas que gostaria de enteder são :

- Saindo a FIORETA da cidade quem fica com o terreno ? E o que será feito dele?
- Não é melhor ter 10 empregos do que 10 desempregados ?
- Porque a cidade deixou chegar nesta situção de cheque mate, falta de informação ou de empenho politico ?


Anônimo disse...

Se a própria justiça considerou que a Fioreta conseguiu o terreno e benfeitorias (asfalto,rede elétrica e iluminação pública) de graça e não cumpriu o prometido, nada mais justo que pague o valor do terreno, pois todas as fábricas de móveis que dão muito mais empregos que a Fioreta e pagam salários bem melhores, compraram seus terrenos para construir suas fábricas. Que se cumpra a LEI..