ADB 3-X01 é o primeiro dirigível tripulado produzido na América Latina (Foto: Ana Marin/G1)
Foi lançado na manhã desta segunda-feira (24), em São Carlos (SP), o ADB 3-X01, primeiro dirigível tripulado produzido na América Latina. Veja no vídeo acima um trecho do voo.
O
modelo da Airship do Brasil tem capacidade de carga de 1,2 tonelada e espaço
para cinco passageiros. Com 49 metros de comprimento e 17 metros de altura, ele
pode atingir até 85 km/h e tem autonomia de cinco horas.
Investimento
De
acordo com o presidente da empresa, Paulo Vicente Caleffi, foram investidos R$
150 milhões na concepção e fabricação do modelo, que pode ser usado para
monitoramentos, prevenção de queimadas, controle de fronteiras, busca e
salvamento, inspeção de linhas de transmissão de energia elétrica, voos
panorâmicos e propaganda.
A
unidade que decolou hoje começou a ser produzida em outubro de 2015 e, para a
fabricação de uma nova aeronave, são estimados cerca de 12 meses.
"Hoje,
dirigíveis são comercializados por 40 milhões de dólares. Nós esperamos
entregar um produto melhor do que o que já é fabricado por um preço estimado de
20 milhões de dólares", disse.
Interessados
Caleffi afirmou que, em 2 anos, a empresa deve lançar um novo modelo,
com capacidade para transportar até 30 toneladas, e adiantou que há
interessados no ADB 3-X01.
"Enquanto
país há o Canadá e, enquanto estado, o Alasca", pontuou, listando ainda o
Exército, os Correios e a Eletronorte, além de cinco empresas privadas que não
tiveram os nomes divulgados.
Empregos
Para suprir a demanda, Caleffi entende que será necessário ampliar o
número de funcionários, mas a empresa ainda não definiu onde os pedidos serão
fabricados.
"Nós ainda
não decidimos onde será a fabrica. São Carlos ficará com os projetos e protótipos,
mas a fábrica ainda é uma decisão dos empresários. Uma fábrica desse porte
emprega seguramente 500 pessoas. Atualmente, empregamos 53", disse.
"Temos um terreno na cidade, mas não
podemos usar. Teremos uma reunião na semana que vem com a Embrapa e uma das
possibilidades é usar o terreno deles", afirmou.
O presidente da
empresa também reforçou que os modelos precisarão de operadores, gerando vagas
nos locais em que forem utilizados.
"Uma equipe
de dirigível pequena é formada por oito pessoas, então, toda vez que um
dirigível pequeno for voar, ele vai precisar desse número de pessoas. Fora que
vai ter um caminhãozinho de apoio, uma caminhonete, além do piloto e copiloto,
então, em qualquer lugar que tiver um dirigível, terá mão de obra".
"Temos um terreno na cidade, mas não
podemos usar. Teremos uma reunião na semana que vem com a Embrapa e uma das
possibilidades é usar o terreno deles", afirmou.
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