Cana de Açucar transportada em vagões
Em
1909, foi aberto na linha da Paulista, logo após a estação
de Ibaté, um posto telegráfico de nome Tamoio. Em 1922,
com o aumento de bitola da linha de métrica para larga (1,60
m), um novo prédio foi construído para a nova linha, com
o mesmo nome e status de estação. Uma vila ferroviária
se desenvolveu junto à estação, com armazéns,
lojas, correio e escola.
Sabe-se que em 1929 de lá já
partia a ferrovia, pertencente à Usina Refinadora Paulista (Usina
Tamoio), com 30 km e bitola métrica e que ia até a fazenda
e usina Tamoio, transportando açúcar e derivados. Nessa
época, a fazenda já pertencia à família
Morganti, que também eram donos da usina Monte Alegre, em Piracicaba,
SP, e, nos anos 1950, da fazenda Guatapará, comprada da
família Prado. A fazenda Tamoio tinha várias seções,
como a Santa Elza, esta junto à estação de Tamoio;
a Central, a uns 8 km afastada da rodovia, onde ficava a casa-sede (já
demolida), o campo de futebol, o clube e a igreja; a Bela Vista, mais
longe, invadida por sem-terras; e a Andes.
A ferrovia particular da fazenda, de bitola métrica, não transportava passageiros nem funcionários (que utilizavam as jardineiras para transporte interno), mas apenas cargas e tinha pelo menos duas linhas, uma, a linha da Bela Vista e outra, a linha da estação, que seguia para o armazém à beira da estação da Cia. Paulista. Bruno Valala trabalhou como maquinista da locomotiva nº. 9; Sebastião Correia, da número 14. Hoje, a usina Tamoio ainda existe e funciona, mas os Morganti a venderam em 1969 para a família Silva Gordo, que depois a venderam para a Corona. Segundo visitantes recentes da usina, dos prédios antigos quase nada existe mais.
A ferrovia particular da fazenda, de bitola métrica, não transportava passageiros nem funcionários (que utilizavam as jardineiras para transporte interno), mas apenas cargas e tinha pelo menos duas linhas, uma, a linha da Bela Vista e outra, a linha da estação, que seguia para o armazém à beira da estação da Cia. Paulista. Bruno Valala trabalhou como maquinista da locomotiva nº. 9; Sebastião Correia, da número 14. Hoje, a usina Tamoio ainda existe e funciona, mas os Morganti a venderam em 1969 para a família Silva Gordo, que depois a venderam para a Corona. Segundo visitantes recentes da usina, dos prédios antigos quase nada existe mais.
Na vila ferroviária, distante da usina, o que sobrou
está em total abandono. Apenas a linha da antiga CP, hoje sob
concessão da ALL, continua lá, a ferrovia particular não
existe mais há pelo menos trinta anos e os trilhos foram arrancados
junto com os desvios da estação. A vila ferroviária
pode ser vista da rodovia Washington Luiz, ficando num ponto em que
o leito da linha passa bem junto à estrada (cerca de 300 metros),
acompanhando-a pelo seu lado oeste.
A Usina Tamoio fica
no município de Araraquara, enquanto a vila ferroviária
da Cia. Paulista ficava em Ibaté, próxima à divisa.
É ainda uma das grandes usinas do Estado, mas, como todas as
fazendas, é totalmente mecanizada e o número de trabalhadores
é reduzidíssimo, não havendo motivos para se
manter todos os prédios; como conseqüência, eles
são geralmente demolidos ou abandonados. Fontes: Rodrigo Cabredo,
São Paulo, SP; Claudete, de Araraquara, que nasceu e viveu
na Tamoio até 1979, quando os proprietários ainda eram
os Silva Gordo.
A direita, em foto
de outubro de 2005, uma locomotiva que trabalhou na usina e também
depois na Usina Monte Alegre - que era do mesmo proprietário,
os Morganti - posando numa praça em Guarulhos, depois de ter
sido "salva" de um sucateiro anos atrás. Trata-se
de uma locomotiva fabricada na usina Monte Alegre, configuração
2-6-4ST de bitola métrica (Foto Ralph M. Giesbrecht).(Net)


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