terça-feira, 13 de maio de 2014

A um mês da Copa do Mundo, onda de greves põe autoridades em alerta

A paralisação dos rodoviários no município do Rio, prevista para durar 48 horas, causa transtornos aos cariocas desde as primeiras horas da manhã desta terça-feira. A cidade tem menos de 10% da frota dos ônibus urbanos em circulação, de acordo com o secretário municipal de Transportes, Alexandre Sansão, que fez um prognóstico pouco animador para o dia em entrevista à rádio CBN. De acordo com o secretário, o Rio vive um dia atípico, em que, apesar do envolvimento de diversos órgãos do poder público, será difícil evitar os transtornos. A paralisação de motoristas e cobradores, decidida na tarde de segunda-feira após uma reunião sem acordo, entre representantes dos grevistas e o sindicato patronal, Rio Ônibus, não teve, como na semana passada, depredações em massa. Mas já há relatos de ataques a dez coletivos estacionados na garagem da empresa Jabor, na Zona Oeste.

A população do Rio e da região metropolitana sofre para chegar ao trabalho. Trens, metrô e barcas montaram um esquema especial para atender a demanda maior nesta terça-feira, com funcionamento semelhante ao dos horários de pico ao longo de todo o dia. Estações e composições estão operando com lotação máxima. O esquema especial faz parte do plano de contingência anunciado na noite de segunda-feira pela prefeitura.

Conseguir um táxi esta manhã é missão difícil. As cooperativas informam por telefone que há grande espera pelas chamadas, e nas calçadas, principalmente da Zona Sul, é grande a disputa por um veículo disponível. O problema pode afetar quem chega à cidade pelos aeroportos Santos Dumont e Galeão, onde normalmente já há fila de espera pelos táxis credenciados.

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