A paralisação dos rodoviários no município do Rio, prevista para
durar 48 horas, causa transtornos aos cariocas desde as primeiras horas
da manhã desta terça-feira. A cidade tem menos de 10% da frota dos
ônibus urbanos em circulação, de acordo com o secretário municipal de
Transportes, Alexandre Sansão, que fez um prognóstico pouco animador
para o dia em entrevista à rádio CBN. De acordo com o secretário, o Rio
vive um dia atípico, em que, apesar do envolvimento de diversos órgãos
do poder público, será difícil evitar os transtornos. A paralisação de
motoristas e cobradores, decidida na tarde de segunda-feira após uma
reunião sem acordo, entre representantes dos grevistas e o sindicato
patronal, Rio Ônibus, não teve, como na semana passada, depredações em
massa. Mas já há relatos de ataques a dez coletivos estacionados na garagem da empresa Jabor, na Zona Oeste.
A população do Rio e da região metropolitana sofre para chegar ao
trabalho. Trens, metrô e barcas montaram um esquema especial para
atender a demanda maior nesta terça-feira, com funcionamento semelhante
ao dos horários de pico ao longo de todo o dia. Estações e composições
estão operando com lotação máxima. O esquema especial faz parte do plano
de contingência anunciado na noite de segunda-feira pela prefeitura.
Conseguir um táxi esta manhã é missão difícil. As cooperativas
informam por telefone que há grande espera pelas chamadas, e nas
calçadas, principalmente da Zona Sul, é grande a disputa por um veículo
disponível. O problema pode afetar quem chega à cidade pelos aeroportos
Santos Dumont e Galeão, onde normalmente já há fila de espera pelos
táxis credenciados.
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