Juarez Rocha Guimarães
Como parte dos debates e palestras
realizadas durante o Curso de Adaptação dos Promotores de Justiça
aprovados no 90º Concurso de Ingresso à Carreira do MP-SP, a Escola
Superior do Ministério Público trouxe nesta quinta-feira (23/01) o
Cientista Político Juarez Rocha Guimarães, Professor da Universidade
Federal de Minas Gerais (UFMG) e Doutor em Ciências Sociais pela
Universidade de Campinas.
A palestra foi dedicada à analise da corrupção sob a ótica da ciência política.
“As raízes da corrupção no Brasil estão ligadas a um passado de origem antirrepublicana na formação do Estado Brasileiro”, afirma o Professor, considerando que a história do País está fortemente ligada aos interesses das oligarquias e das elites, com pouca expressão democrática na sua constituição.
A palestra foi dedicada à analise da corrupção sob a ótica da ciência política.
“As raízes da corrupção no Brasil estão ligadas a um passado de origem antirrepublicana na formação do Estado Brasileiro”, afirma o Professor, considerando que a história do País está fortemente ligada aos interesses das oligarquias e das elites, com pouca expressão democrática na sua constituição.
O pesquisador define a corrupção
como um ato de transgressão do interesse público, que implica numa
apropriação privatista ilegítima de recursos, bens, patrimônios ou
serviços públicos. A definição do que é interesse público depende do
processo democrático interno da nação, com base em valores universais.
Juarez também afirma que a corrupção ocorre de forma sistêmica no Brasil, ou seja, não é eventual ou local. Está tipificada no modus operandi das relações do Estado com interesses privados e relacionada às brechas legais dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de ser praticada por indivíduos em situações que se enquadram no chamado “jeitinho brasileiro”. Segundo o especialista, um dos fatores complicadores para o combate à corrupção em Estados patrimonialistas, como o Brasil, é a confusão que se faz entre o público e o privado.
“Há uma noção de que o tamanho do Estado é proporcional ao tamanho da corrupção. Isso não é verdade”, afirma Juarez. “Os Estados distributivos, como os nórdicos, que promovem o bem-estar social são os que têm o menor índice de corrupção”, afirmou o pesquisador, que integra também a Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (ENCCLA), do Ministério da Justiça.
Juarez também afirma que a corrupção ocorre de forma sistêmica no Brasil, ou seja, não é eventual ou local. Está tipificada no modus operandi das relações do Estado com interesses privados e relacionada às brechas legais dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de ser praticada por indivíduos em situações que se enquadram no chamado “jeitinho brasileiro”. Segundo o especialista, um dos fatores complicadores para o combate à corrupção em Estados patrimonialistas, como o Brasil, é a confusão que se faz entre o público e o privado.
“Há uma noção de que o tamanho do Estado é proporcional ao tamanho da corrupção. Isso não é verdade”, afirma Juarez. “Os Estados distributivos, como os nórdicos, que promovem o bem-estar social são os que têm o menor índice de corrupção”, afirmou o pesquisador, que integra também a Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (ENCCLA), do Ministério da Justiça.
Juarez considera que a melhor
estratégia para o combate à corrupção passa pelo fortalecimento da
Democracia e do Ministério Público; por uma urgente reforma política,
que reveja os critérios para financiamento de campanha eleitoral; pela
promoção da educação e pela intensa participação da sociedade civil na
exigência da transparência pública.
Após a palestra, houve intensa participação dos Promotores de Justiça Substitutos, com diversas perguntas e observações relativas ao tema discutido.
Após a palestra, houve intensa participação dos Promotores de Justiça Substitutos, com diversas perguntas e observações relativas ao tema discutido.

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