O Blog do Ronco falou há pouco com a Secretária da Saúde de Ribeirão Bonito Maria Eliza Alboléia que está tomando todas as providências com relação ao caso positivo de RAIVA detectado em um bovino no município. De acordo com Maria Eliza, a Secretaria da Agricultura de Araraquara já foi comunicada que também está tomando as providências no campo específico dos animas e a visitação à propriedades nos arredores do caso confirmado.
Uma amostra de sangue de um equino foi encaminhado ao Instituto Pasteur para análise. Os sintomas encontrados no equino, são parecidos com os do bovino.
Foto Ilustrativa
Possivelmente haverá a obrigatoriedade da vacinação em massa em animais da região. A preocupação da Secretária da Saúde Maria Eliza se estende aos humanos. " Ronco, seria bom uma divulgação urgente para que as pessoas que tiveram contato com animais doentes procure o atendimento no PS o mais rápido possível", disse a secretária.
Cidade
É muito comum encontrar morcegos em residências na cidade. A preocupação aumenta e a Vigilância Sanitária terá que agilizar os trabalhos de captura de morcegos hematófagos.
O
hematófago, ou vampiro, é o principal transmissor da doença ao gado e
controle não é eficiente devido à dificuldade de captura do animal.
Sobre o Morcego
Principal transmissora da doença, a espécie Desmodus rotundus é facilmente encontrada em cavernas,
ocos de árvores, minas e casas abandonadas. Possui 18 dentes e apenas
um par de incisivos superiores. Esta marca registrada confere um ar
lúgubre ao animal, e o diferencia dos demais morcegos. Alimenta-se
basicamente do sangue de mamíferos, mas também ataca aves, como
galinhas. Os animais vivem em bandos e podem formar colônias com até 300
indivíduos.
Todos os morcegos podem carregar o vírus da raiva, mas para que
ocorra a transmissão é necessário o contato da saliva com o sangue. Por
isso os vampiros, que mordem os animais, são os melhores transmissores.
As outras duas espécies hematófagas são mais raras e atacam apenas aves.
Dificilmente um animal agredido pela espécie Diphylla ecaudata morre. Os morcegos da outra espécie, a Diaemus young, têm sido incorretamente eliminados por serem muito parecidos com os primos D. rotundus.
VAMPIRICIDA Um dos grandes
problemas no controle da raiva está na captura dos hematófagos para
aplicação da pasta vampiricida, um veneno à base de anticoagulante que é
levado para dentro dos abrigos pelos animais capturados. O ideal é que a
coleta seja feita durante a noite e com redes armadas próximas à saída
do esconderijo, mas nunca dentro. A captura durante o dia e dentro do
abrigo é perigosa e quase sempre resulta na subdivisão da colônia. Outro
fato que pesquisadores vêm constatando é que o uso da pasta não está
eliminando os machos. Verificou-se que o comportamento de lamberem-se
mutuamente ocorre entre fêmeas de um mesmo grupo e destas com seus
filhotes. Como os machos adultos não participam desta 'higiene social' e
se mantêm a certa distância das fêmeas, não são atingidos. Os machos
são mais importantes para a transmissão do que as fêmeas. A raiva tem
vacina, e recomenda-se a aplicação no gado um vez por ano. Cada dose custa entre 30 e 40 centavos. O D. rotundus
também tem sido encontrado em áreas urbanas de grandes cidades como São
Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Há relatos de ataques a
humanos. Neste caso, deve-se procurar atendimento médico imediato. O
Instituto Pasteur, de São Paulo, recomenda tratamento anti-rábico. Mas o
fato de uma pessoa ser mordida não significa que irá pegar raiva. Para
que isso aconteça o morcego precisa estar contaminado com o vírus.
Apesar dos prejuízos que causam, os hematófagos cumprem importante papel
para o equilíbrio ecológico, assim como outras espécies de morcegos .(Globo Rural)
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