Empresas brasileiras precisam investir na cultura organizacional para impedir atitudes antiéticas; como proteger empresa da corrupção foi tema de painel durante o Fórum Transparência e Competitividade
Definir um código de ética claro e objetivo que seja aplicado pela gerência e colaboradores é a melhor forma de se proteger da corrupção. Estas e outra conclusões foram apresentadas no painel “Como proteger minha empresa da corrupção” durante a programação do Fórum Transparência e Competitividade, promovido pelo Sistema Fiep e pelo Instituto das Nações Unidas para Treinamento e Pesquisa (Unitar), ontem, quarta-feira (06).
O painel foi mediado pelo Gerente do Programa de Cooperação Descentralizada do Unitar, Alex Mejía, que ressaltou que os brasileiros ainda não têm uma visão real de como a corrupção afeta seu dia a dia. “Eu vejo que a corrupção ainda é concebida de uma forma muito utópica pelos brasileiros, porém ela atinge as empresas de forma muito tangível e prática”, ressalta.
Nicole Verillo
O objetivo era mostrar como a implantação de processos internos pode ajudar a combater a corrupção e como os gestores e dirigentes devem agir nesses casos. Participaram da mesa a chefe global de segurança empresarial da Braskem S.A., Olga Pontes; o sócio da Price Waterhouse & Coopers Brasil, Carlos Alexandre Peres; o diretor-presidente da Amarribo, Josmar Verillo; e o jornalista e diretor-presidente da consultoria Ideia Sustentável, Ricardo Voltolini.
Interesse em ser transparente
Empresas de capital aberto possuem legislação que exige a divulgação de dados e informações de processos e transações, porém, quando a empresa não chegou nesse nível não é comum pensar na transparência. Para o diretor-presidente da consultoria Ideia Sustentável, Ricardo Voltolini, no Brasil as empresas têm o hábito de divulgar os chamados relatórios de sustentabilidade, porém, poucas aceitam ser auditadas. “Temos algo em torno de 300 empresas relatando sua sustentabilidade com base noGlobal Reporting Initiative (GRI). Porém, quanto maior a certificação, maior o nível de exigência e de assumir compromissos públicos. Temos talvez 30 a 40 empresas apenas que assumiram o compromisso de cumprir metas”, analisa Voltolini.
O relatório GRI permite que as empresas busquem melhorar seus processos e se espelharem em bons exemplos de companhias com certificações maiores. Segundo a chefe global de segurança empresarial da Braskem S.A., Olga Pontes, o relatório incentiva e motiva as empresas a serem transparentes. “Os relatórios e indicadores mostram também qual o caminho a se seguir para chegar ao ótimo, gera interação e é sempre uma exposição positiva”, relata Olga.

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