Ministro do Supremo
Tribunal Federal (STF) mostrou preocupação com a solidez institucional
do Brasil aos olhos dos países estrangeiros diante da proposta de
constituinte exclusiva da presidente
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou
duramente nesta terça-feira o anúncio – seguido agora de um recuo – da presidente Dilma Rousseff que propôs
ao Congresso fazer um plebiscito para discutir a possibilidade de
convocação de uma assembleia constituinte exclusiva para votar a reforma
política. Do ponto de vista da estabilidade das instituições
brasileiras, avaliou o magistrado, o Brasil é respeitado
internacionalmente, mas quando propõe medidas extremas como as
anunciadas ontem no Palácio do Planalto, o país se afasta de nações
respeitadas como a Alemanha e se aproxima dos regimes da Venezuela ou da
Bolívia, segundo o ministro.
“O Brasil dormiu como se fosse Alemanha, Itália, Espanha, Portugal em termos de estabilidade institucional e amanheceu parecido com a Bolívia ou a Venezuela. Isso não é razoável. Não é razoável ficar flertando com uma doutrina constitucional bolivariana. Nós temos outras inspirações.”
“O Brasil dormiu como se fosse Alemanha, Itália, Espanha, Portugal em termos de estabilidade institucional e amanheceu parecido com a Bolívia ou a Venezuela. Isso não é razoável. Não é razoável ficar flertando com uma doutrina constitucional bolivariana. Nós temos outras inspirações.”
Desde que a presidente Dilma Rousseff anunciou, na tarde dessa
segunda-feira, a possibilidade de se realizar um plebiscito, ministros
do Supremo Tribunal Federal (STF) entraram em campo e dispararam
telefonemas para os principais deputados e senadores para convencê-los
de que a iniciativa era completamente inconstitucional.
Pelo menos quatro magistrados procuraram líderes do governo e da
oposição para alertar sobre os riscos da proposta da presidente Dilma.
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