Policial deposita flores no Mausoléu da PM, no Dia de Finados: momento de união de forças (Foto: J.Duran Machfee/Futura Press/AE )
“Dois acidentes de trânsito, três brigas de família, um carro com
som alto que perturbava os vizinhos, um princípio de baile funk e um
roubo a loja. Era noite de sábado (3) e o meu trabalho como
primeiro-tenente fazendo a ronda na Zona Norte podia ser considerado
tranquilo. Até que, perto das 21h30, ouvi pelo rádio da viatura a
informação de que uma mulher havia sido baleada dentro da própria casa e
que, possivelmente,era mais uma vítima dessa onda de violência contra
policiais militares. Fiquei aflito, agoniado, e em poucos minutos
cheguei ao local, na Vila Brasilândia. A área estava isolada, mas sem a
vítima, levada com vida para o hospital. Logo veio a confirmação: era a
PM Marta Umbelina da Silva, de 44 anos. Que desespero. Eu a conhecia.
Havíamos trabalhado juntos anos antes. Segui para o centro médico, mas
ela não resistiu. No caminho, ouvi alguém dizer, enquanto eu passava com
a minha viatura: ‘Se é policial, tem de morrer mesmo’. Depois de ver o
corpo no IML, tive de voltar para a rua e terminar o meu plantão, já com
o dia claro. Fui para casa à paisana, após trocar de roupa, e tomando
todos os cuidados para afastar o risco de ser o próximo alvo.”
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