sexta-feira, 21 de setembro de 2012

A bela história da Escola Lélia Cecília que um dia entristeceu professores, funcionários e alunos



Bons tempos aqueles, onde na Escola Lélia Cecília tínhamos cursos profissionalizantes

 Escola Lélia Cecília Torrezan Galdino Lucato(foto: Correio D'Oeste)

Fiquei contente em ver que no Plano de Governo do candidato Nenê Forte, na área da Educação, caso seja eleito, terá o compromisso de transformar a Escola Lélia Cecília em um centro profissionalizante. Vejam, caros leitores, que Ribeirão Bonito tinha na famosa Escola de Comércio Lélia Cecília Torrezan Galdino Lucato, cursos técnicos de Contabilidade e Magistério, na formação de técnicos em contabilidade e professores.

Quantos profissionais da área, que atuam hoje na profissão em nossa cidade, ou em outras, fizeram seus cursos nessa Escola....Lembro-me bem que do dia para a noite, foi anunciado o fechamento da Escola. Foi uma tristeza para professores e alunos. Os professores foram dispensados, e os alunos perderam a opção dos cursos que estavam sendo ministrados.

 É bom lembrar, que, no início da Escola, os professores lecionavam de forma gratuita. Após isso, recebiam um pagamento simbólico. O negócio dos professores e diretores não era o salário, e sim o amor pela profissão e pela cidade.

Os alunos, que antes iam à noite para a Escola, ficaram ociosos...Na época, existia outro curso de segundo grau na cidade, na Escola Pirajá, porém o curso ali oferecido não era profissionalizante. O curso colegial capacita o estudante a cursar uma Faculdade!!! Quantos foram os técnicos em Contabilidade que saíram daquela Escola já com o CRC, emitido pelo Conselho Regional de Contabilidade...e quantos professores foram ali formados pelo curso de Magistério...Muitos são os que se serviram da formação ali administrada para seguir seu futuro profissional!!!

E a cidade recebia alunos de toda a região. Mais de 500 alunos eram atendidos pela Escola com professores, diretores e funcionários de primeira qualidade. Citamos alguns deles: A própria Lélia Cecília, Marlene, Sr. Guimarães, Dinho Torrezan, Emigdio Lucato, Maura Torrezan, dona Genoveva, Ayrton Faralli, Hugo Siegl Neto, Daniel Malfatti, Edemar Galhardi, Vinícius Fabri, Sergio Bragion, Tuio, Sonia Saab, Isadora Pincelli, dona Zizi, Ana Amélia, Bela, Maria Clara, Laura Carmezini, Lucimara Torrezan, Antonio Carlos Pasqualle, Miriam Caron, Idalina Zambon, Sinara, Beatriz Custódio, Silviane, Marta Caron, Marilda, Lucia Marcato, Lucia Lucato, Marisa Chambroni, Dilson Lucato, Joi, Beto Piccolo, Vera, Rita, Claret, Leia Galhardi, Cecília, Gloria Sanches, Conceição Carneiro, Maria José Veiga, Carminha Cianfloni, Salvador Mascaro, Toti, Eurides e tantos outros... Além dos cursos profissionalizantes, tivemos também o supletivo de 1º e 2º graus. Esse supletivo era uma forma de oferecer às pessoas com mais idade, e também a trabalhadores, a oportunidade para que pudessem recuperar o aprendizado em um tempo mais curto. Era dar chance a quem não a tivera no tempo certo!

Tenho certeza que muitos dos que estão lendo este texto sentirão saudades da Escola Lélia Cecília, dos professores, dos servidores e dos próprios alunos.

Fecharam a Escola de Comércio, acabou com o sonho de muitos alunos e professores. Os cursos profissionalizantes deixaram de existir em Ribeirão Bonito. A opção do supletivo para aqueles que trabalhavam e queriam estudar havia terminado.

Essa história triste faz parte de um passado que entre outros desmandos administrativos, deixaram a cidade em “pandarecos”. Não quero aqui enveredar pelos motivos reais do fechamento da tradicional Escola, apenas lembrar o ocorrido. Quem sabe, poder sonhar com a volta da Escola profissionalizante que marcou época na cidade.

E não somente o possível resgate dos cursos profssionalizantes, mas também, o próximo administrador terá que olhar com carinho para a área da Educação, prestigiando e apoiando os professores e demais funcionários no dia-a-dia dessa importante tarefa que é educar.

Uma das melhores maneiras de reconhecer o profissional e o seu trabalho é os remunerando dignamente. O trabalho corretamente remunerado dignifica o profissional. Segundo Jiron Matui, o professor é representante do movimento de mudança social e das grandes aspirações da humanidade.
Ronco 
Jornalista
MTB 44439

8 comentários:

Beatriz disse...

Que boa essa lembrança. Época feliz da minha vida. Essa recordação está gravada no meu coração. Professores idelaistas e respeitadores. Um beijo em todos vocês que fizeram essa história linda

Lucimara Padilha disse...

Bons tempos, ótimos professores e demais funcionários, grande amizades e o meu diploma de professora. Saudades da Escola Lélia Cecília.

Anônimo disse...

estudei 4 anos fiz magisterio e lembro como se fosse hj o dia q falaram q o curso nao valeria mais como segundo grau aminha turma foi a ultima q recebeu odiploma valendo como segundo grau foram 4 anos inesqueciveis eramos 40 alunas de ribeirao e a maioria de dourado sou uma douradense e tenho orgulho de dizer q estudei no lelia cecilia

Marlene disse...

Saudades da Escola, dos colegas e dos alunos.Ali trabalhei 17 anos de minha vida...inesquecíveis dias...Inúmeros amigos...Os jovens saíam à noite e iam para a Escola.Muitos ,na indecisão própria de um jovem, cursavam no período da manhã o curso Colegial e à noite, o Técnico ou o Magistério!!!Não é saudosismo...é necessidade!!!Com a mudança da Escola Lélia Cecília para o prédio novo, que o próximo administrador, realmente, aproveite aque lindo prédio para oferecer aos nossos jovens algo que lhes valha a pena.Parabéns, Sérgio, pela lembrança e pela preocupação com a nossa juventude.

marcelo disse...

nossa que saudades ,estudei nessa escola quando ainda era criança , fiz ai a pré-escola , amava ir na escola naquela altura , as professoras eram espetaculares , carinhosas , lembro das festas juninas , que tinhamos que dançar e ir a carater kkkkk, muito legal , lembro tbm que minha tia chegou a fazer ai o Magisterio (a Rosa mulher do Bigó da funeraria), nossa que saudades da nossa cidade da nossa historia ,obrigado pelas recordações Ronco, vou ficar na torcida para que reabram a escola e os cursos!!!

Patricia Camilo disse...

Sérgio, acho importante lembrar que o fechamento dos cursos noturnos da escola Lélia Cecília foi devido a uma mudança na legislação nacional a partir da LDB 9394/96, que em consonância com documentos internacionais, como a Declaração Mundial de Educação para Todos, passou a exigir uma reformulação no currículo de todos os cursos de formação como um todo: partindo da Educação Infantil até chegar aos níveis mais altos do Ensino Superior. O fechamento da escola deveu-se a isso, e não à outros tipos de questões políticas. Apenas para exemplificar, a formação de professores, que antes se dava em nível médio, agora só se dá em nível superior, conforme as exigências legais. É bem verdade que essa atual legislação relegou ao descaso os cursos técnicos, gerando uma carência enorme destes profissionais em diversos campos.Trazer cursos profissionalizantes é uma boa opção, mas pergunto: ESSES PROFISSIONAIS ATUARÃO ONDE???? A educação só encontra sentido quando formamos alguém para algo concreto, no caso, empregos que não existem em Ribeirão Bonito. E então? VAMOS CONTINUAR A ASSISTIR O ÊXODO DOS JOVENS E ADULTOS DE RIBEIRÃO BONITO?? Bem... eu já fui... Então, "Sigam-me os bons?" Abç. Paty

carlos alberto mascaro disse...

Formei-me tecnico em contabilidade na turma de 1972, foi a primeira turma que veio desde o basico ate o tecnico a se formar no Colegio, nos eramos de um grupo que veio do Ginasial do Piraja e se juntou com os do curso basico. Para minha surpresa em 2007 fui registrar-me no CRC e meu diploma que estava no canudo, ainda, estava firme e forte, valendo para todos os fins. Parabens a todos e muito obrigado aos nossos mestres, diretores e demais funcionarios do Lelia, sem ser injusto com os demais gostaria de destacar Sr. Hugo Siegl Neto e Sr. Gilberto Essio Guimaraes...

Sergio Ronco disse...

Carlos,
Obrigado por lembrar de Hugo Siegl Neto, o mesmo já está entre os demais no Blog. Sei que outros nomes serão lembrados, o que faço questão de adicioná-los na matéria.