Com a proximidade das eleições municipais é impossível que
as discussões não façam parte do dia-a-dia do cidadão. E é importante que isso
ocorra, pois é salutar que haja uma reflexão do que queremos e quem queremos para a nossa
cidade.
Os candidatos(as) vão saindo do anonimato e declarando que
colocarão seus nomes à apreciação do eleitorado. Por sua vez, o eleitorado
devagar, vai estudando os nomes que lhes são apresentados.
Candidatos(as) a prefeito e a vereadores. O que será que teremos
que avaliar para que o risco de fazemos uma má escolha não ocorra conosco?
Afinal, votamos apenas uma vez a cada quatro anos. Escolheu mal, toma-lhe
quatro anos de arrependimento e mais, muitas vezes de retrocesso para a cidade.
Tem cidades que se destacam comparadas a outras, mesmo sendo
parecidas em número de habitantes, de estrutura, arrecadação, etc. Isso tem a
ver com o modelo de gestão pública e a capacidade de seus administradores.
Vou fazer um parêntese no texto para falar um pouco sobre a
história de uma pequena cidade do Paraná.
Um cidadão, deixou a cidade do Paraná junto
com a família em busca de emprego. Capaz, não demorou a empregar-se em uma
grande empresa no cargo de executivo.
A verdade é que mesmo longe de sua cidade, nunca a esqueceu.
Escolheu voltar com a família para a sua cidade, e candidatar-se a prefeito, mesmo sabendo que tinha poucas chances, pois em pesquisa não alcançou mais que 1% das intenções de voto.
O bom trabalho e com uma nova proposta para a cidade ,acabou
elegendo-se com mais de 60% dos votos válidos. Como havia saído da iniciativa
privada, levou para a administração pública a sua experiência. Implantou uma
gestão profissional desde o primeiro dia a frente do Executivo.
Desde o primeiro dia de governo, iniciou uma faxina na
Prefeitura. Denunciou empresa importante que atuava na Prefeitura e que vendia
desde remédios até ambulância e ônibus para a saúde. Até mesmo o seu
vice-prefeito não escapou de ser denunciado.
As fraudes existiam de todos os tipos, roubo de peças e
equipamentos, marcação de diárias sem que o funcionário tivesse trabalhado,
desvio de recursos públicos da merenda escolar e muito mais.
O orçamento da cidade é em torno de R$ 20 milhões. Após o
árduo trabalho,passou a acumular dinheiro em caixa, com
todas as contas em dia. Todos os setores funcionam em sintonia e perfeitamente.
Essa história ilustra bem o que um bom gestor pode fazer por
uma cidade.
Muito bem, vamos voltar ao nosso tema, a escolha que cada um
nós fará no próximo pleito estará intimamente ligado, com o progresso ou com o
retrocesso. da nossa cidade. É simples, vamos fazer aquela velha e útil pergunta antes de
digitarmos o voto no novo administrador: "Eu daria ao candidato a quem penso em
votar, os meus negócios particulares para que ele pudesse administrá-los"? Ou
seja: "Eu daria a chave do meu cofre para o candidato que pretendo votar"?
Se a resposta for NÃO, então você não tem segurança
que esse determinado candidato fará uma boa administração. Você não tem confiança nele. Afinal ele vai administrao o nosso dinheiro.
Vejam o exemplo citado da pequena cidade do Paraná, como o bom administrador acabou colocando a cidade
nos trilhos novamente. Um cidadão com experiência administrativa levou para a
administração pública os ensinamentos da iniciativa privada. Deu no que deu!
As vezes os cidadãos não se dão conta de que quando falta
remédio na farmácia popular, quando não há atendimento médico adequado na área
da saúde pública, quando as obras ficam muito aquém dos anseios dos seus
moradores, quando o chefe do Executivo vira as costas para o povo, quando não
se preocupam em informar a população, quando são autoritários, não aceitam
opiniões, quando são portadores de inúmeros processos por má administração,
quando prometem em campanha e não cumprem quando eleitos, quando detestam transparência, etc. etc. etc. Nós temos culpa por esse resultado desastroso, afinal fomos nós que o colocamos no cargo, não escolhemos o candidato certo.
Avalie bem quem serão os candidatos, façam um retrospecto da
vida do candidato, vejam se não haverá a possibilidade de serem manipulados,
avalie o grupo político que estará por trás do candidato. Analise quais as
propostas para a cidade, se é que as tem.
Muitas cidades estão no ponto de não poder errar mais. Se a
coisa vai mal e de repente elege-se um candidato descompromissado, aí vira um
verdadeiro caos. Se a cidade está bem, e elege-se um candidato bem intencionado
e bom gestor, essa cidade tem tudo para crescer de forma ordenada, e quem ganhará
com isso é a própria população.
Outro aspecto que poderá nos chamar a atenção é sentir se o
candidato está “despejando” dinheiro na campanha, sem ser contabilizado. Além
de ilegal, a luz vermelha acende, pois haverá uma grande possibilidade de caso
eleito, queira recompor o seu bolso, e aí, essa recomposição poderá ocorrer com
dinheiro do povo (público).
Um comentário:
Obrigatório concurso público para provimento de cargo efetivo.
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