Randolfe Rodrigues, o Harry Potter da CPI
O senador do PSOL fala de sua atuação na CPI do Cachoeira e revela como lida com as piadas sobre a sua voz aguda: "Minha voz é fina, mas eu falo grosso"
Guilherme Dearo
Randolfe: “O Cachoeira é o Voldemort
(Cristiano Mariz)
Qual é a origem do seu nome?
Fiz um aportuguesamento dele para simplificar para os eleitores. O meu nome verdadeiro é Randolph Frederich. Foi ideia da minha mãe, que se inspirou numas revistas que leu. Ela gostou e eu paguei o pato.
Fiz um aportuguesamento dele para simplificar para os eleitores. O meu nome verdadeiro é Randolph Frederich. Foi ideia da minha mãe, que se inspirou numas revistas que leu. Ela gostou e eu paguei o pato.
O que o senhor já aprendeu como senador estreante em CPIs?
Em momentos como estes é que os parlamentares mostram quem são. Nesta CPI, existe um movimento na linha “não investigue o nosso que nós não investigamos o de vocês”. Assim como alguns de meus pares, não topo esse tipo de acordo. Por causa da aparência jovem e da voz, muitos duvidaram da minha capacidade de me impor.
Em momentos como estes é que os parlamentares mostram quem são. Nesta CPI, existe um movimento na linha “não investigue o nosso que nós não investigamos o de vocês”. Assim como alguns de meus pares, não topo esse tipo de acordo. Por causa da aparência jovem e da voz, muitos duvidaram da minha capacidade de me impor.
Por falar em voz... Ela é meio desafinada, não é?
Sempre tive a voz fina, mas pode estar certo de que falo grosso. As pessoas adoram fazer piada. No Senado, por causa do meu jeito, apelidaram-me de Harry Potter.
Sempre tive a voz fina, mas pode estar certo de que falo grosso. As pessoas adoram fazer piada. No Senado, por causa do meu jeito, apelidaram-me de Harry Potter.
O senhor se incomoda com a comparação?
Eu não conhecia a história do Harry Potter, precisei consultar meu filho. Depois que entendi, até que achei a brincadeira simpática.
Eu não conhecia a história do Harry Potter, precisei consultar meu filho. Depois que entendi, até que achei a brincadeira simpática.
Agora que o senhor conhece a história, quem é o Voldemort brasileiro?
Meu querido, há tantos candidatos a vilão na política brasileira que não dá para falar de um só. Atualmente, o Carlos Cachoeira é o Voldemort. Só espero que, assim como na ficção, ele seja derrotado. (Fonte: Veja).
Meu querido, há tantos candidatos a vilão na política brasileira que não dá para falar de um só. Atualmente, o Carlos Cachoeira é o Voldemort. Só espero que, assim como na ficção, ele seja derrotado. (Fonte: Veja).
Nota do Blog do Ronco: Escrevemos para o Senador Ralnolfe no dia 10 de maio do corrente ano com o seguinte texto:
Caro
Senador Randolfe,
É
com muita satisfação que escrevo, para cumprimentá-lo pelo posicionamento que
está tomando com relação ao caso Cachoeira e Cia. Tenho acompanhado com afinco o
desenrolar dessa triste história envolvendo políticos de quilate da República. A
nossa esperança, e quando digo nossa, entenda-se POVO, é que não fique pedra
sobre pedra nesse caso mal cheiroso. Tenho acompanhado os seus depoimentos junto
à mídia, motivo pelo qual, como falei, tomei a liberdade de
escrever-lhe.
É
de sangue novo como o seu que o país carece. É de pessoas de boa índole, como
tenho certeza que é o seu caso, que nós brasileiros necessitamos. Não se curve
nunca, meu jovem, aos poderosos que se julgam os donos do poder. São ações
firmes como a que o nobre jovem Senador vem tomando que nos faz acreditar que o
Brasil tem jeito.
Veio a resposta do Senador Randolfe:
Meu caro SÉRGIO RONCO,
Agradeço imensamente suas palavras de incentivo e sua
participação em nosso mandato parlamentar.
Saudações cordiais,
Senador RANDOLFE RODRIGUES -
PSOL/AP
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