O
arcebispo-primaz do Brasil, dom Murilo Krieger, apresentou na última quarta-feira(6), uma cartilha com orientações da igreja católica aos
eleitores. Enfatizando o caráter apartidário da entidade, o documento
conclama os cidadãos a "eliminar do pleito os candidatos, cuja vida
pregressa, de acordo com essa lei (da Ficha Limpa), contamina o cenário
político e ameaça a democracia".
Dom Murilo Krieger classifica voto como "grande recurso" à disposição do cidadão
Foto: Arquidiocese Salvador/Divulgação
"As constantes notícias sobre corrupção e desonestidade na política
proporcionam desesperança às pessoas. Mas quem colocou esses políticos
lá fomos nós, então, vamos pensar melhor em nossos votos para que a
situação melhore", afirmou dom Murilo em entrevista coletiva. Ele
destacou que um dos objetivos da nota é mostrar ao eleitor a
importância do voto, "um grande recurso à sua disposição".
A cartilha "Orientação sobre a participação dos católicos nas eleições"
foi elaborada pelo Conselho Presbiteral da Arquidiocese de São Salvador
da Bahia, e se referencia na cartilha "Eleições municipais de 2012",
desenvolvida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e
publicada no final de abril. Segundo dom Murilo, o texto do Conselho
Presbiteral será levado às paróquias e comunidades católicas para
alcançar o público a que é voltado.
O arcebispo de Salvador destacou que a cartilha foi publicada "antes do
lançamento dos candidatos justamente porque a igreja não possui nenhum
vínculo partidário". O texto tem uma seção inteira dedicada a
recomendações sobre o "uso de espaços institucionais da igreja", que
pede que essas áreas não sejam utilizadas para atividades de campanha,
nem ostentem cartazes ou faixas de apoio a candidatos específicos - em
caso de debates, sugere que haja mais de um pleiteante presentes.
O documento também destaca "alguns critérios" que o Conselho
Presbiteral considera "conveniente serem observados, para que cada um
exerça com plena consciência e clareza o dever de votar". O primeiro
deles, sob o título "O valor do voto", afirma que "de modo algum é
lícito vendê-lo ou trocá-lo por favores pessoais". "É bom lembrar que o
eleitor que anula seu voto omite-se e renuncia à possibilidade de
participar do processo político", continua a cartilha.
Outras orientações incluem obter informações sobre candidatos e
propostas, bem como informar-se sobre o programa do partido, "para
saber se é coerente com os valores que a comunidade política deve
tutelar em busca do verdadeiro bem comum". O texto sugere avaliar o
dinheiro gasto na campanha e a possibilidade de cumprir as promessas
feitas, e destaca que se deve dar atenção especial "à propaganda
enganosa, à oferta de dinheiro ou a favores que visem enganar o
eleitor".
Fonte: Terra
Fonte: Terra

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