Na pele de professor Raimundo, Chico Anísio encerrava o quadro da
escolinha com um gesto e um bordão. Apertando o indicador contra o
polegar, exclamava: ‘E o salário óóó…’ De fato, quem vive de dar aulas
no Brasil está condenado ao fim do mês perpétuo.
Manuseando dados do censo do IBGE, os repórteres Antônio Gois e Demétrio Weber constataram:
entre os profissionais com curso superior, os que se dedicam ao
magistério continuam sendo os que recebem os contracheques mais miúdos.
No ensino fundamental, a renda média de um professor equivale a 59%
da remuneração paga aos demais profissionais com canudo universitário.
No ensino médio, os professores recebem salários 72% menores.
Como se vê, as estatísticas provam: países também se suicidam. Se é
verdade que o futuro de uma nação depende da educação, a análise sobre
os rumos do Brasil exige um certo distanciamento. Que começa na Idade da
Pedra.
Fonte: Blog do Josias
4 comentários:
Creio que o ponto fundamental é garantir a aprendizagem das crianças. Para isso, é preciso treinar professores e adultos que cuidam diretamente das crianças. Um professor com recursos é muito mais efetivo que qualquer metodologia.
Faça um comparativo. Um Juiz do Supremo Tribunal Federal (que tem título de Ministro em nosso país) recebe U$ 148 mil por ano. Quem faz conta de cabeça percebeu que uma pessoa formada para julgar crimes, uma função reativa, ganha quase 30 vezes mais do que uma pessoa formada para educar, uma função preventiva. Temos um sistema que investe menos no profissional que poderia diminuir o trabalho do profissional que existe para resolver coisas acontecidas. Pagamos mais para mudar o passado do que para preparar o futuro.
Vivemos ainda uma grave crise no valor da semelhança. A desigualdade reinante é tão grande que não se pode mais afirmar que os seres humanos cultivam o valor de se sentirem semelhantes. Quando observamos a diferença na qualidade de vida de crianças em países africanos e nos países europeus, ou de crianças ricas e pobres nas várias regiões do Brasil, e olhamos o futuro que terá cada uma delas, podemos nos perguntar se ainda existe o valor da semelhança entre a espécie humana. Dependendo do poder aquisitivo, e do conseqüente acesso aos produtos da ciência e da tecnologia, alguns terão uma vida mais longa e saudável, enquanto outros viverão menos e doentes. Muito em breve, apenas poucos seres humanos vão se reconhecer como semelhantes e cultivarão um sentimento crescente de distância e dessemelhança com relação aos demais.
E quem é que não precisa de um professor??? Pela minha experiência no magistério, posso, de cátedra, dizer que ser professor é coisa de Deus.Tem que ter dom, vocação.Se assim não o fosse, os profissionais da educação não suportariam.O professor que procura no Magistério uma carreira para ganhar dinheiro, pode desistir.O Magistério é feito de paciência, doação, sobretudo, de amor.O educador tem que amar aquilo que faz e amar a todos aqueles que lhe são confiados.As pessoas que ocupam os cargos em que estão, certamente, passaram pelas mãos de um professor.Se a educação não vai bem, deve-se ao fato da falta de reconhecimento do valor do professor, que, pelo baixo salário, vê-se obrigado a lecionar em duas ou três escolas.Isto, não para ficar rico,mas para sobreviver.E quando o coitado se aposenta e deixa de ter as vantagens que tem o pessoal que está na ativa?Pior ainda é a sua situação. Muito já se ouviu dizer:"Não está bem, mude de profissão" E a quem serão confiadas as nossas crianças?Àqueles que não têm opção nenhuma de serviço?O que ,talvez, muitos não saibam, o verdadeiro educador, quando entra em sala de aula, nem se lembra se ganha muito ou pouco.Sua preocupação é com aqueles seres em formação que estão à sua frente.Antes de falar mal de um professor, devemos pensar a importância que ele teve, tem e terá em todas as vidas.Meu abraço respeitoso,carinhoso e reconhecido aos meus colegas de profissão, a quem cabe a tarefa de formar e informar.Obrigada, Sérgio, pela oportunidade e desculpem o desabafo.Eu amo ser professora e me orgulho da minha profissão , apesar dos pesares.
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