Oficiais
de Justiça da cidade de Cardoso, com o apoio das Polícias Civil e
Militar cumpriram, nesta quarta-feira (23), mandados de busca e
apreensão na Prefeitura de Pontes Gestal e na residência do prefeito,
Ciro Antonio Longo. O mandado foi expedido pela Justiça a pedido da
Promotoria de Cardoso, que apura suposto superfaturamento de uma nota
fiscal para confecção de guias de calçada.
O
inquérito para investigar o superfaturamento foi instaurado pelo
promotor de Justiça Leandro Lippi, na última segunda-feira (21), após
representação feita pelo vereador Paulo César. De acordo com a
representação, o prefeito de Pontes Gestal teria contratado o empresário
João Pereira de Souza para produção de 200 guias de calçadas para
instalação nas ruas do município, pelo valor de R$ 10 o metro,
totalizando R$ 2 mil.
No
entanto, segundo a representação, o prefeito Ciro Longo teria
determinado a expedição de uma nota fiscal de prestação de serviços no
valor de R$ 7,4 mil, emitindo, em seguida, um cheque nesse para João
Pereira. Ainda de acordo com a representação, o empresário foi
orientando a descontar o cheque e levar todo o dinheiro para a
residência do prefeito, o que foi feito.
Segundo
o vereador, o prefeito ficou com toda a quantia. No dia seguinte,
novamente a pedido do prefeito, João Pereira teria ido até a Prefeitura
para receber os R$ 2 mil pelo serviço executado. Como Ciro estava
viajando, João teria recebido o valor em espécie das mãos da
primeira-dama, Sueli Flora Longo.
Dias
depois, após tomarem conhecimento que João Pereira havia procurado
algumas pessoas para saber se a conduta do prefeito estava correta, o
vice-prefeito Sebastião Venceslau teria procurado o empresário para
pedir a execução de mais cem metros de guias, tudo para justificar a
emissão da nota fiscal no valor acima do serviço contrato. Ouvido pelo
MP, João Pereira confirmou todos os termos da representação feita.
Na
Prefeitura de Pontes de Gestal foram apreendidas a nota fiscal e de
empenho relacionadas com a investigação, que estavam desprovidas de
qualquer outro documento que demonstre o local de instalação das guias, a
quantidade de material gasto e o número de guias confeccionadas.
Na
residência do prefeito foi apreendida a quantia de R$ 3 mil em
dinheiro, um cheque de R$ 2 mil, endossado à primeira-dama, e outro
cheque de R$ 1 mil, emitido por uma empresa de São José do Rio Preto.
O inquérito prossegue com as investigações.
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