O ex-ministro e atual secretário de Meio Ambiente do Rio, Carlos
Minc, afirmou ontem que a presidente Dilma Rousseff irá vetar entre 12
e 14 artigos do Código Florestal aprovado pelo Congresso.
Segundo ele, que garantiu conversar frequentemente com Dilma sobre o
tema, o veto não será total porque a decisão precisa ter
"sustentabilidade política": "Não adianta a presidenta fazer bonito,
vetar tudo e o veto ser derrubado", explicou.
De acordo com Minc, após o veto será editada uma medida provisória
com novas regras para as áreas de proteção permanente e margens de
rios, entre outros pontos. Pequenos produtores terão tratamento
diferenciado. A estratégia, disse, é reestabelecer alguns itens
acordados no Senado que depois foram derrubados pela Câmara.
As declarações foram dadas no lançamento do Rio/Clima, evento
paralelo da Rio+20, conferência da ONU sobre desenvolvimento
sustentável que ocorrerá em junho no Rio. Também presente, o deputado
federal Sarney Filho (PV-MA) fez coro às críticas ao Código, que chamou
de "legislação Frankenstein".
A presidente Dilma Rousseff tem até o dia 25 para sancionar ou vetar o Código.
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