sexta-feira, 6 de abril de 2012

Zelador de cemitério de Ribeirão Bonito diz que local é sua casa

 João Roque Cassemiro
 
João Roque Casseriro, 60 anos, 17 dos quais servidos ao cemitério de Ribeirão Bonito.

 Cassemiro disse que o cemitério é sua casa, eu perguntei: "É a sua segunda casa", a reposta foi imedidata: "A primeira".

Cassemiro sabe um a um,  todos os túmulos e seus proprietários. "Tem família que cuida direitinho do túmulo, outros esquecem da manutenção" disse João Roque.

Na realidade há muito o que se fazer no cemitério local. Em vários pontos o muro não existe mais.

 O piso é irregular e não há calçamento em todas as ruas. Visivelmente, vários túmulos se apresentam em péssimo estado de conservação.

Mesmo que os portões principais estejam fechados, mais de 50 metros do muro estão no chão. A segurança no  local é duvidosa.  Há sinais claro de que o alicerce está comprometido em boa extensão do muro existente.

Para Cassemiro a construção de calçada entre as ruas e túmulos, seriam as prioridades além da reconstrução dos muros que cairam.

 Túmulos sem conservação
  Buracos existentes em alguns túmulos
 Muro caído


É comum encontrar Cassemiro no cemitério mesmo fora de hora de seu trabalho.

De acordo com o zelador, certa vez conversava com um cidadão que estava limpando o túmulo da família, quando o mesmo sentiu-se mal e acabou morrendo em cima do próprio túmulo. História e causos, não faltam ao Cassemiro.

 "Aqui dentro todos são iguais, lá fora é o dinheiro que manda", disse o zelador que gostou de nossa visita ao cemitério, nos convidando a voltarmos sempre para um bate-papo.

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