O que temos visto ao longo dos anos é um total despreparo
dos candidatos, que após eleitos, tomam suas cadeiras no Poder Legislativo. Não
há um mínimo de interesse por parte da grande maioria em procurar entender o
verdadeiro papel de um vereador.
Posso garantir que muitos deixam o mandato para que foram
eleitos, sem ter a completa noção do que é legislar.
Apontar os problemas da comunidade e buscar providências
junto ao Executivo é apenas uma das tarefas do vereador, porém a mais
importante função é a de fiscalizar as contas do Executivo Municipal e do próprio Legislativo.
Não existe Executivo forte com Legislativo fraco. A chamada
independência dos poderes Executivo e Legislativo, é somente para inglês ver,
não é a realidade.
É comum depararmos com situações onde o parlamentar se dobra
aos interesses políticos e econômicos do Executivo.
O chamado troca-troca de favores entre vereador e prefeito,
acaba deixando o legislador amarrado e completamente dependente das ações do
Executivo.
Quando o Legislativo é forte, atuante e competente, o
prefeito não tem espaço para falcatruas e malandragem com os recursos públicos.
Infelizmente não é o que acontece, basta verificar o número de prefeituras
envolvidas em corrupção e malversação do dinheiro público.
Somos nós os culpados dessa degradação e deformação. Afinal
o voto em troca de quinquilharias, promessas de empregos, etc, ainda é muito
praticada.
Quando uma câmara é fraca e inoperante, cabe à sociedade
ocupar o papel dos vereadores, cobrando e denunciando atos de improbidade e mau
uso dos recursos públicos. Cabe à própria sociedade, fiscalizar o legislativo
também.
Está chegando o momento dessa avaliação: quem merece ser
eleito? Quem merece ser reeleito? No caso da reeleição, avalie o que o vereador
fez pela sua cidade. Qual foi a verdadeira contribuição realizada para a municipalidade.
Quais foram os projetos apresentados, etc. Houve realmente uma fiscalização
severa por parte do vereador ao Executivo? Essas e outras perguntas são
obrigatórias na hora de digitar o nome do candidato.
No caso dos novos candidatos, procurar saber o seu passado,
conhecer um pouco o que pensa e como agirá caso seja eleito.
EXECUTIVO
Não é diferente no caso da eleição para prefeito. Merece ser
reeleito? O que fez para a cidade? Cuidou bem do dinheiro público? Atendeu aos
anseios da sociedade?
No caso de novos candidatos: Qual a experiência
administrativa que o mesmo tem? Qual o seu passado? Você entregaria a
administração do seu patrimônio particular para o candidato em que você irá votar?
Você daria a chave do seu cofre para ele? É confiável? Tem personalidade para
comandar um município do tamanho do seu? Não vai ser um marionete, um boneco?
Precisamos de políticos que sejam atuantes, que tenham visão
para o futuro. Precisamos romper com os velhos costumes da velha república.
Ronco
MTB 44439 
Um comentário:
Títere
Boneco que se move por cordéis e engonços, imitando gestos humanos. (Sin.: bonifrate, fantoche e marionete.)
Palhaço, bufão.
Indivíduo que se deixa levar facilmente por outrem, que só age por inspiração ou a mando de outrem.
Postar um comentário