Os aventureiros do Projeto São Paulo-Cuzco, estão encantados com a beleza de Machupicchu
Algumas esposas de integrantes do grupo, partiram de avião de São Paulo para o encontro com o grupo em Cuzco, conforme o planejado. A Débora, esposa do Dudu, o que está fazendo o apoio aos motociclistas com sua camionete, fez o relato do nono dia, acompanhe:
Diário de Bordo(Débora)
Nosso nono dia começou cedo, acordamos as cinco da manhã e seguimos de carro até a estação ferroviária de Poroy, onde pegamos um trem rumo ao vilarejo de Águas Calientes. A viagem dura em torno de 3h30 e as paisagens são belíssimas, o trem segue margeando um rio de águas cristalinas, que corre por entre as montanhas Andinas. Observamos picos com neve permanentes que ultrapassam os 5.700 metros de altitude.
Ficamos encantados com a qualidade do sistema da Companhia PeruRail, sem dúvida um exemplo a ser seguido para muitos serviços turísticos no Brasil. Estações limpas, bem equipadas e confortáveis. O atendimento é surpreendentemente cordial e gentil. Um engenhoso sistema de zig zag permite que o trem suba ou desça as montanhas de maneira muito mais rápida.
Uma chuva fina nos deu as boas vindas na estação final, o que assustou o nosso experiente motociclista cadente levando-o a investir pesadamente em um par de capas de chuva.
Ao chegar procuramos avistar a cidade sagrada dos Incas. Mal poderíamos imaginar que seriamos colocados em grupos dentro de pequenos ônibus que fazem o traslado até a cidade perdida. São verdadeiras trilhas, mais adequadas para lhamas. O ônibus trafega por estradas estreitas a beira de grandes abismos, também fazendo os famosos zig zag nas montanhas.
Tudo o que lemos e estudamos sobre Machupicchu não é suficiente para descrever a beleza e a magia desse lugar! Todos sacrifícios, desafios e energias gastas foram recompensados.
Machupicchu não se trata somente de construções, mas sim de uma conjugação de Universidade, Cidade e Santuário, ou seja é um local de evolução espiritual.
Cerca de 500 pessoas moravam na cidade. É impressionante a infra estrutura de capitação e abastecimento de água. Assim como a manutenção dos planos sem erosão.
As construções fascinam e nos intrigam sobre como foi possível cortar e transportar pedras enormes, com encaixes perfeitos e resistentes até a abalos sísmicos.
A cultura inca dominava o conhecimento de diversas ciências, entre elas astronomia, hidráulica e mecânica. Algumas construções, como por exemplo, o Templo do Sol os possibilitava medir com exatidão as estações do ano. Finalizamos nossa visita com a sensação de que vivenciamos o verdadeiro significado da palavra amizade. Nossos amigos, nosso grupo e os bons momentos ficarão cravados em pedras, iguais as de Machupicchu.


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