Ana Paula Grabois e Fernando Taquari
Valor
SÃO PAULO - A saída de Alfredo Nascimento da Pasta dos Transportes é a segunda baixa ministerial do governo Dilma Rousseff causada por denúncias. Há um mês, no dia 7 de junho, o então ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, demitiu-se do cargo depois de descoberta a compra de dois apartamentos em nome de uma empresa de sua propriedade no valor de R$ 7,5 milhões. Através da empresa, Palocci prestava serviços de consultoria econômica a empresas.
Nascimento, senador licenciado do PR do Amazonas, estava no comando do Ministério dos Transportes desde o primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Tomou posse em março de 2004 e ficou até março de 2006, quando deixou o cargo para candidatar-se ao Senado. Voltou à Pasta em 2007 e saiu no ano passado novamente para disputar o governo do Amazonas. Derrotado, voltou para o comando do ministério no governo Dilma sob indicação de Lula. Seu suplente é o petista João Pedro, muito próximo ao ex-presidente.
Nascimento deixa o cargo por conta de denúncias de corrupção envolvendo obras de seu ministério e o PR. Segundo a revista “Veja”, as obras eram superfaturadas e as empreiteiras eram pressionadas a pagar propina ao PR. O governo Dilma esforçou-se para manter Nascimento no cargo e exonerou dois integrantes da cúpula dos Transportes. O diretor-geral do Dnit, Luiz Antônio Pagot, tirou férias. Já a definição sobre a situação do presidente da Valec, empresa que cuida de ferrovias estatais, ficou a cargo do conselho de administração da companhia.
Alfredo Nascimento tinha ficado responsável pelas investigações internas a pedido de Dilma, mas não se sustentou mais no posto depois da denúncia de enriquecimento ilícito de um de seus filhos publicada nesta quarta-feira pelo jornal “O Globo”.
Fonte: Ana Paula Grabois e Fernando Taquari / Valor
Um comentário:
Só dois? Vai muita cabeça rolar...que apostar?
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