Ela já tentou interná-lo, mas não conseguiu por falta de vagas em clínicas
Sem vagas em clínicas de tratamento, uma mãe de Araraquara, na região Central do Estado de São Paulo, decidiu esvaziar a casa para evitar que o filho dependente químico trocasse tudo por crack.
A dona de casa V. A. de O. fez uma lista dos objetos que foram levados embora para serem trocados por drogas. “Botijão de gás, ventilador, secador de cabelo”, disse.
Desesperada, ela resolveu esvaziar gavetas e armários. Todas as roupas estão guardadas na vizinha. Ela já tentou internar o filho, mas não conseguiu. “As clínicas são todas particulares. Clínica de graça é difícil. Você vai em um lugar, eles falam para voltar amanhã. Você vai em outro, eles falam que não tem vaga”, desabafou.
Em Araraquara, o gerente do Programa de Acompanhamento aos Dependentes, Murilo Machado, explica que não é possível atender a todos. “É claro que nós temos limitações orçamentárias. Não podemos internar todo mundo que procura”, disse.
Apesar disso, Machado diz que os dependentes químicos que demonstram interesse são internados. Ele ainda destacou que um ônibus leva os pacientes para uma triagem em São José do Rio Preto para receberem tratamento gratuitamente e que também tenta o atendimento em clínicas da região.
Já em São Carlos, apenas pacientes que entram na Justiça, por meio da Defensoria Pública, estão garantindo vagas em clínicas. Em média, são 10 casos por mês. Um tratamento particular custa cerca de R$ 800. “Em São Carlos, atualmente há uma carência de um serviço adequado para tratamento de dependentes químicos”, afirmou o defensor público Danilo Mendes Silva de Oliveira.
O Ministério Público e a Defensoria entraram na Justiça com uma ação civil contra a prefeitura de São Carlos e o Estado de São Paulo. Ambos pedem que o tratamento aos dependentes seja oferecido com qualidade e a todos os que precisam, não só os que garantem o direito por meio de ações judiciais. “O artigo 196 da Constituição Federal determina que a saúde é um direito de todos e um dever do poder público. Quando não há esse fornecimento voluntário, cabe intervenção do poder judiciário”, ressaltou o defensor Oliveira.
Na ação, a Defensoria pede que o paciente seja internado em clínica terapêutica e não em hospital psiquiátrico. A Prefeitura de São Carlos está recorrendo porque entende que a internação é responsabilidade do estado e não do município.
Segundo a assessoria de imprensa, o município está abrindo uma segunda unidade para o tratamento de dependentes químicos.
Sem vagas em clínicas de tratamento, uma mãe de Araraquara, na região Central do Estado de São Paulo, decidiu esvaziar a casa para evitar que o filho dependente químico trocasse tudo por crack.
A dona de casa V. A. de O. fez uma lista dos objetos que foram levados embora para serem trocados por drogas. “Botijão de gás, ventilador, secador de cabelo”, disse.
Desesperada, ela resolveu esvaziar gavetas e armários. Todas as roupas estão guardadas na vizinha. Ela já tentou internar o filho, mas não conseguiu. “As clínicas são todas particulares. Clínica de graça é difícil. Você vai em um lugar, eles falam para voltar amanhã. Você vai em outro, eles falam que não tem vaga”, desabafou.
Em Araraquara, o gerente do Programa de Acompanhamento aos Dependentes, Murilo Machado, explica que não é possível atender a todos. “É claro que nós temos limitações orçamentárias. Não podemos internar todo mundo que procura”, disse.
Apesar disso, Machado diz que os dependentes químicos que demonstram interesse são internados. Ele ainda destacou que um ônibus leva os pacientes para uma triagem em São José do Rio Preto para receberem tratamento gratuitamente e que também tenta o atendimento em clínicas da região.
Já em São Carlos, apenas pacientes que entram na Justiça, por meio da Defensoria Pública, estão garantindo vagas em clínicas. Em média, são 10 casos por mês. Um tratamento particular custa cerca de R$ 800. “Em São Carlos, atualmente há uma carência de um serviço adequado para tratamento de dependentes químicos”, afirmou o defensor público Danilo Mendes Silva de Oliveira.
O Ministério Público e a Defensoria entraram na Justiça com uma ação civil contra a prefeitura de São Carlos e o Estado de São Paulo. Ambos pedem que o tratamento aos dependentes seja oferecido com qualidade e a todos os que precisam, não só os que garantem o direito por meio de ações judiciais. “O artigo 196 da Constituição Federal determina que a saúde é um direito de todos e um dever do poder público. Quando não há esse fornecimento voluntário, cabe intervenção do poder judiciário”, ressaltou o defensor Oliveira.
Na ação, a Defensoria pede que o paciente seja internado em clínica terapêutica e não em hospital psiquiátrico. A Prefeitura de São Carlos está recorrendo porque entende que a internação é responsabilidade do estado e não do município.
Segundo a assessoria de imprensa, o município está abrindo uma segunda unidade para o tratamento de dependentes químicos.
Fonte: EPTV
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